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Crianças de Outeiro se divertem e aprendem em atividades do Pro Paz

quinta-feira, 13 Julho, 2017

A colônia de férias da Fundação Pro Paz mudou a rotina de crianças de diversos bairros do distrito de Outeiro, em Belém. A ação recebe cerca de 300 crianças, adolescentes e jovens de 8 a 18 anos, no Instituto Bola Branca, no bairro Água Boa, desde a última segunda-feira. Na manhã desta quinta (13), centenas de pessoas, incluindo pais, professores e voluntários da própria comunidade integraram um movimento de cultura de paz em prol da população, envolvendo arte, esporte, cultura e lazer.

Para a adolescente Alice Costa, 14 anos, que participa das atividades no Outeiro, o Pro Paz está garantindo que muitos jovens como ela frequentem um lugar seguro e divertido durante as férias escolares. “É melhor do que ficar na rua, exposto às drogas, prostituição e um monte de coisa perigosa para gente da nossa idade. Estou gostando muito de tudo, principalmente das gincanas, dos torneios e da interação com os professores”, disse.

A dona de casa Adriana Silva, 38, diz que Outeiro comemora por receber uma colônia de férias destinada às famílias de baixa renda pela primeira vez. “Estou muito feliz e orgulhosa por ver essas crianças brincando. Algumas são muito carentes, e por isso os pais não podem levá-las para passear durante as férias. É muito legal ver o Governo do Pará integrado as lideranças comunitárias para nos trazer alegria”, observou ela, que acompanha o filho de 10 anos nas atividades.

As colônias de férias Pro Paz, que ocorrem até o dia 28, em Belém, Outeiro, Mosqueiro e Salinópolis, têm como objetivo desenvolver a socialização, fortalecer a cultura de paz e estimular valores éticos, de solidariedade e respeito entre os participantes. São parceiros da ação o Corpo de Bombeiros Militar, que integram as ações em Mosqueiro e Salinas, por meio do Programa Escola da Vida (PEV), e a Secretaria de Comunicação (Secom), que garantiu oficinas do projeto Biizu.

As prefeituras municipais de Belém e Salinópolis e lideranças comunitárias distritais também apoiam as atividades, que incluem práticas esportivas (futebol, vôlei e tênis de mesa), gincanas culturais e brincadeiras, assim como oficinas de leitura, percussão e do projeto Biizu.

Cidadania – Em Belém, a colônia também ocorre desde o dia 10, no polo do programa Pro Paz nos Bairros, localizado no Mangueirão. É lá que Renan Silva, 11 anos, morador do bairro do Bengui, passa as férias escolares. “Frequento o polo desde 2013, e o Pro Paz já virou minha segunda família. A colônia é muito divertida e nos ensina muitas coisas boas, como sermos bons cidadãos”, contou o garoto, que sonha em ser bombeiro. “Aqui tive contato com os militares do PEV e descobri que é essa profissão que quero ter quando crescer”.

O engenheiro agrônomo Luciano Freitas, 42, acompanhou os filhos Lucas, 8 anos, e Ana Sofia, 10, nas atividades do polo Mangueirão na manhã desta quinta-feira e disse estar satisfeito com o tratamento dispensado aos alunos. “Vi na televisão e resolvi trazer as crianças para gastar um pouco de energia durante as férias, além de ser uma oportunidade de apresentar algumas atividades esportivas importantes para o desenvolvimento deles. Gostei tanto que em agosto vou matriculá-los nas atividades regulares”, revelou.

“É um privilégio contribuir para que essas pessoas tenham as melhores férias de suas vidas. Grande parte delas vive em bairros distantes e não se conhecia. O resultado da colônia de férias Pro Paz vai além das atividades ofertadas, pois estamos conseguindo unir laços de amizade por meio da cultura de paz”, explicou a coordenadora do Pro Paz nos Bairros, Luci Azevedo.

Ainda durante o período de veraneio, a Fundação Pro Paz intensifica ações estratégicas de prevenção à violência em balneários de maior movimentação no mês de julho. Também em Outeiro, foi instalado um polo itinerante do Pro Paz Integrado na Unidade Integrada Pro Paz (UIPP). Desde a última segunda-feira já foram feitos 14 atendimentos envolvendo diversos tipos de violência contra crianças, adolescentes e mulheres da localidade.

Por Nil Muniz