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Envie por email Pro Paz promove seminário de enfrentamento à exploração sexual

quarta-feira, 17 Maio, 2017

O Governo do Pará, por meio da Fundação Pro Paz, promoveu nesta quarta-feira (17), no auditório do Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC), o seminário alusivo ao Dia Nacional de Enfrentamento à Violência, Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que será marcado por ações de conscientização em todo o país nesta quinta-feira (18). A data também integra o calendário oficial do Estado do Pará, instituída pela Lei nº 8.101, de 09 de janeiro de 2015, que define 16 de abril como Dia Estadual de Enfrentamento à Violência, Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Os dados do setor de estatística da Fundação Pro Paz apontam que, de novembro de 2004 a dezembro de 2016, foram atendidos 15.618 crianças e adolescentes vítimas de violência em todo o Pará. Destes, 1.682 somente em 2016. O levantamento ainda mostra que o estupro de vulnerável lidera as ocorrências com 38,4%, seguido de suspeita de estupro, com 23,9% dos casos, e violência física, 19,3%. Os principais agressores são pessoas na faixa etária de 18 a 39 anos, que respondem por 51,1% das ocorrências. Também há um aumento considerável de agressores na faixa etária de 12 a 17 anos, que chegam a 18,9% dos casos atendidos.

Diagnóstico - A partir destes dados, e do número de atendimentos realizados este ano nos núcleos do Pro Paz Integrado (PPI) que funcionam na Santa Casa de Misericórdia do Pará e no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, a Fundação Pro Paz constatou que 11% dos casos de violência contra crianças e adolescentes ocorreram no Distrito de Icoaraci, seguidos por 7,7% no bairro do Tapanã, 7% no Distrito de Outeiro e 6,5 % no bairro da Terra Firme, em Belém.

Esse diagnóstico motivou a Fundação a realizar ações em 30 escolas nessas localidades no mês de abril, e a planejar uma agenda de ações para outros bairros da Região Metropolitana de Belém (RMB) no decorrer deste semestre.

“Como a escola é o local em que crianças e adolescentes passam grande parte do seu tempo é muito importante que os professores observem sinais e saibam identificar os estudantes que enfrentam alguma situação de violência, e saibam onde procurar ajuda e denunciar”, explicou a coordenadora do núcleo do PPI Santa Casa, Nayana Leite.

De acordo com o presidente da Fundação Pro Paz, Jorge Bittencourt, o trabalho do Pro Paz Integrado sempre foi de envolvimento com toda a rede de atendimento às vítimas desses crimes. “Acreditamos na união de esforços no enfrentamento a esse tipo de violência, e na criação de ações que envolvam famílias, a comunidade escolar e toda a sociedade, para que fiquem alertas e denunciem logo nos primeiros sinais de violação”, explicou Jorge Bittencourt.

SMS Social - Durante o seminário foi assinado um termo de cooperação entre a Fundação Pro Paz e a empresa Telefônica Vivo, visando à execução do projeto SMS Social, que tem como objetivo enviar 1 milhão e 200 mil torpedos para números de celulares com prefixo 91, 93 e 94, com frase de conscientização para a denúncia da violência sexual.

“Nossa parceria com o Pro Paz vem desde 2012. Enviaremos os torpedos a partir desta quinta-feira (18), e teremos um reenvio no mês de junho. A novidade deste ano é que também faremos parte das ações da Fundação nas escolas nos bairros definidos pelo Pro Paz Integrado, quando vamos apresentar aos estudantes oportunidades no mercado de trabalho”, destacou Ricardo Vieira, diretor da Vivo na Regional Norte.

Para Maisa Gomes, médica da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), que ministrou a palestra “Conceitos de violência e notificação”, os dados epidemiológicos da Sesma “apontam que crianças e adolescentes são os que mais sofrem violência e, na maioria das vezes, têm seus direitos violados dentro do próprio lar. Daí a importância de intensificar ações de conscientização, como as realizadas pelo Pro Paz”, destacou.

O Pro Paz Integrado é hoje o principal serviço público estadual especializado no atendimento às crianças, adolescentes, mulheres e suas famílias em situação de violência no Estado do Pará. Em parceria com o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado, o programa atua com a responsabilização do agressor e prevenção da violência em caráter interdisciplinar e interinstitucional, interagindo com todos os segmentos sociais, por meio de ações e serviços em um processo de articulação, mobilização e sensibilização para o enfrentamento da violência.

Por Nil Muniz