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Pro Paz Enem discutiu acessibilidade e inclusão social nas aulas preparatórias para as provas

terça-feira, 7 Novembro, 2017

Interprete de libras no aulão do Pro Paz Enem no Centur. Foto: Thiago Gomes / Agência Pará.

Em sua terceira edição, o Pro Paz Enem trabalhou a temática da inclusão, que acabou sendo o tema da redação, abordando o assunto em aulas ministradas pelos professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), incluindo especialista em educação inclusiva e intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) nos aulões oferecidos gratuitamente. No domingo (5) foi realizada a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tendo como tema da redação “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”.

O capítulo 4 do Estatuto da Pessoa com Deficiência determina, no artigo 27, que “a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem”.

Sobre a temática educação inclusiva, quem se preparou para o exame e assimilou as habilidades e competências, revisadas nos aulões do Pro Paz Enem, soube desenvolver o tema da redação. “Eu fiquei feliz de ver que no aulão do Pro Paz Enem tinha tradutores de Libras. Acho que deveria ter mais isso em sala de aula, pois estes estudantes precisam de atenção especial. Sobre a redação, acho que me saí bem, já que falei sobre visibilidade, informação e inclusão, que por muitas vezes as escolas ainda não oferecem, inclusive não oferecem matérias obrigatórias na faculdade, como Libras”, disse Géssica dos Anjos da Silva, estudante beneficiada pelo Pro Paz Enem 2017.

Avanços - Para Mauro Nascimento, professor de Língua Portuguesa e especialista em Educação Inclusiva, a  inclusão no Brasil ainda é um grande desafio, apesar dos avanços. “Nós ainda estamos muito atrás de outras nações no que se refere a uma educação inclusiva efetiva. Mas estamos avançando. inclusive, o Pro Paz Enem integrou ao seu time de educadores um especialista em Libras. O aluno do Pro Paz Enem é um aluno pronto para qualquer temática, tanto pelo suporte nas aulas, quanto pela temática abordada”, afirmou o professor.

A prova apresentou quatro textos motivadores, com dados de alunos surdos no País de 2010 a 2016, e uma lei de 2002, que determinou que a Língua Brasileira de Sinais se tornasse a segunda língua oficial do Brasil. Os coordenadores do Pro Paz Enem ressaltaram que a equipe foi formada com um especialista no assunto, para que junto com os demais pudesse desenvolver o tema. “O aluno tem que entender que o Enem visa ao coletivo. Portanto, elaborar estratégias de inclusão do deficiente auditivo a partir de um pensamento coletivo, todos ganham. Quando fui chamado para fazer parte desse grupo, o fato de eu ser especialista em educação especial foi muito importante. Isso contribui para a democratização do conhecimento. A melhor resposta para essa temática é humanização”, completou Mauro Nascimento.

O Pro Paz Enem 2018 já está sendo trabalhado para ampliar ainda mais o acesso das pessoas com deficiência, levando a caravana da educação para mais municípios.

Por Emanuele Corrêa