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Mônica Altman é a nova Presidente da Fundação Pro Paz

segunda-feira, 29 Janeiro, 2018

Na semana passada, o então Presidente, Jorge Bittencourt deixou o cargo de gestor da Fundação Pro Paz. A mudança ocorreu devido a instalação do Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará, com sede político-administrativa em Marabá, onde Jorge assumiu o cargo de Secretário regional de Governo no Sudeste do Pará, por meio do Decreto nº 1.966. Quem assume a presidência da Fundação é a Pedagoga Mônica Altman Ferreira Lima, dando continuidades aos trabalhos desenvolvidos nos últimos anos.

Mônica que tem uma trajetória de 30 anos de serviço púlico, trabalhando em diversos órgãos de governo, desde 2004 atua no programa Pro Paz, - antes mesmo de se tornar Fundação em 2015- ; já foi coordenadora do Pro Paz Escola, facilitadora do Movimento pela Valorização do Estatuto da Criança e Adolescente (MOVER - EGEPA) e atualmente cumpre agenda de Presidente. “Eu sinto uma responsabilidade enorme em assumir a Presidência da Fundação Pro Paz, pois o nosso trabalho é reconhecido nacional e internacionalmente, então, eu me sinto privilegiada em manter todos os serviços, estreitar a relação com a comunidade e continuar trabalhando em prol dos direitos dos paraenses. A nossa missão é fortalecer a cultura de paz, promover a integração entre os atores sociais e fortalecer as parcerias”, disse Mônica Altman, Presidente da Fundação.

A nova Presidente acompanhou de perto o trabalho do então Presidente Jorge Bittencourt, que está a frente da presidência da Fundação Pro Paz desde janeiro de 2015, quando o então programa Pro paz se tornou fundação pela Lei nº 8.097, de 1º de janeiro do mesmo ano, ganhando status de entidade da Administração Direta, vinculada diretamente ao Gabinete do Governador.

Jorge Bittencourt sempre se dedicou inteiramente ao projeto. Isso porque antes de ser presidente, atuava no programa desde 2011, como coordenador geral e assessor especial. Para ele encerrar esse ciclo diante da Fundação é motivo de muita alegrias que vieram frente a grandes desafios. "Me despeço da Fundação Pro Paz com muita emoção, pois somos uma grande família, que trabalha com muito amor diariamente para levar a cultura de paz e políticas públicas a quem mais precisa. Mas também me despeço com orgulho das conquistas que tivemos ao longo desses anos, muita gente, de diversas partes desse estado, foi acolhido, encaminhado, resgatado, muita gente viu a mudança acontecer”, afirmou Jorge.

Desde então, Jorge Bittencourt ampliou os serviços e programas dentro da Fundação Pro Paz. Atualmente são 8 programas: Pro Paz Cidadania, Escola, Bairros, Integrado, Juventude, Mover, Diversidade e as UIPP’s, atuando em diversas áreas sociais.

 

Cidadania, segurança e acolhimento

De 2015 a 2017 o Pro Paz Cidadania realizou mais de 2 milhões de atendimentos em todo o Estado do Pará. Beneficiando todas as regiões, atendeu aproximadamente 130 municípios levando mais dignidade aos moradores, incluindo as populações tradicionais.

O Pro Paz Integrado, desde quando ainda não era fundação em 2004 até 2017 já inaugurou 9 unidades, começando na Santa Casa de Misericórdia, em Belém e, posteriormemente, interiorizando; levando o serviço a Santarém, Bragança, Paragominas, Tucuruí, Altamira e Breves. Nos últimos 3 anos, o PPI já atendeu 49.455 mulheres, crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual ou violência doméstica, sendo que só em 2017 atendeu 9.437 casos novos de violência contra mulheres e crianças e jovens.O programa é o primeiro no Brasil (desde 2004) que possui protocolos de atendimento próprios e específicos, diminuindo a revitimização das pessoas e as tratando de forma humanizada. É reconhecido pela ONG internacional Childhood , que atua na prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes e na sua proteção contra processos de revitimização decorrentes de processos judiciais, como prática referência e pioneira no país.

 

Atendimentos direcionados a comunidade

Assistir a comunidade é missão da Fundação Pro Paz. De 2015 a 2017 o Pro Paz nos Bairros atendeu um total de 6 mil crianças, com os mais diversos tipos de atividades esportivas, culturais e atendimento psicossocial. O trabalho desenvolvido nas UIPP’s do Distrito Industrial, Terra Firme e Santarenzinho de 2015 a 2017 teve uma média de 25 mil atendimentos, entre, emissão de documentos, atendimento psicossocial, atividades de oficinas de capacitação com a comunidade e, atividades esportivas e de recreação desenvolvidas com crianças nas uipps.

O Pro Paz nos Bairros ganhou reconhecimento internacional, após ser destaque no 13º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, realizado entre os dias 12 e 19 de abril de 2015 em Doha, capital do Catar, quando políticos e especialistas do mundo todo se uniram à Organização das Nações Unidas (ONU) e organizações intergovernamentais e não governamentais para traçar um novo curso para a prevenção de crimes e o fortalecimento do Estado de Direito em apoio ao desenvolvimento sustentável.

Os programas da Fundação Pro Paz, com destaque para o Pro Paz nos Bairros, ganharam 7 (sete) páginas de avaliação no relatório do Congresso. A Fundação Pro Paz é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das experiências mais positivas de prevenção à criminalidade no mundo.

 

Respeito à diversidade

O trabalho da Fundação Pro Paz, na gestão de Jorge e agora na gestão de Mônica é trabalhar a cultura de paz, atrelada ao respeito as diferenças. Para fortalecer os trabalhos já realizados desde 2004 com a comunidade, em 2016 foi criado o Pro Paz Diversidade, atuando em prol da valorização da dignidade LGBTQ. O primeiro atendimento foi o da travesti Emilly Andrade, que foi agredida por um taxista de uma cooperativa; a partir deste caso o Diversidade começou atender no abrigo Ronaldo Araújo, contribuindo na recuperação de outras adolescentes.

Em 2017 o serviço foi ampliado, oferecendo cheques moradias para a população LGBT, cursos profissionalizantes, palestras, workshops, seminários sobre dignidade e respeito LGBTQ totalizando 22.268 pessoas atendidas no último ano. Houve a descentralização do atendimento da carteira de nome social, sendo facilitado o acesso nas caravanas do Pro Paz Cidadania. A primeira ação de 2018 foi a criação do Pro Paz Diversidade em Santarém, que irá atender a região do baixo amazonas, o que amplia o atendimento da Fundação.

Questionada sobre o que esperar em sua gestão, em 2018, Mônica respondeu otimista “Diante de um histórico tão bonito e relevante para a sociedade, eu só posso reafirmar o compromisso de dar continuidade ao trabalho que já estamos desenvolvendo, seja na pessoa do Jorge ou na minha, nosso único objetivo e ampliar as políticas públicas para a população paraense, para a construção de uma cultura de paz”, finalizou Mônica.

 

Por Emanuele Corrêa