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Pro Paz Escola - integrando comunidade escolar e sociedade em prol de uma Cultura de Paz

O Pro Paz Escola foi criado para servir de ponte entre educador e educando, uma via alicerçada sobre os valores da Cultura de Paz por meio da inclusão, integração e democratização do diálogo na comunidade escolar, sempre respeitando a diversidade sociocultural presente neste tipo de espaço. O seu objetivo é assegurar a execução de atividades que se identifiquem com a comunidade, capazes de transformar a escola em um espaço de ações inteligentes, constituídas por meio de instituições governamentais e não governamentais que também sonham em potencializar a qualidade das relações humanas e a garantia dos direitos das crianças, adolescentes e jovens do Estado do Pará. 

Suas atividades foram iniciadas em 2004, como projeto, na primeira gestão do governador Simão Jatene, à época batizado de “Pro paz Educação” e atualmente já atende 25 escolas de referência da Região Metropolitana de Belém (RMB) e nas regionais de integração. Hoje, passados mais de dez anos de execução deste sonho fortalecido pelo Pacto pela Educação - esforço liderado pelo Pará com o intuito de melhorar o desempenho do aluno, priorizando a redução da evasão escolar e da disfunção idade/série - o programa tem suas atividades reconhecidas internacionalmente por meio da Organização das Nações Unidas (ONU) como prática exitosa na Amazônia. 

O reconhecimento foi divulgado em relatório internacional durante o 13º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, realizado entre os dias 12 e 19 de abril de 2015 em Doha, capital do Catar, quando políticos e especialistas do mundo todo se uniram à Organização das Nações Unidas (ONU) e organizações intergovernamentais e não governamentais para traçar um novo curso para a prevenção de crimes e o fortalecimento do Estado de Direito em apoio ao desenvolvimento sustentável. 

O Pro Paz concentra grande parte de suas atividades na escola; o enfoque principal neste contexto é a construção de uma cultura de paz, através do qual podem alterar os cenários de violência que mantém as comunidades e a família distantes da educação formal. O processo é realizado por meio da abordagem nas escolas de temas como a violência, a cultura de paz, valores.” (Pág. 163. General Report of the Permanent Latin America Committee for Crime Prevention. Doha/Qatar. 2015).

O Pro Paz Escola também articula ações de forma transversal com outros programas da Fundação Pro Paz, a exemplo do Pro Paz Enem, Pro Paz Juventude, Pro Paz Integrado, Pro Paz nos Bairros e instituições parceiras como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), buscando contemplar e integrar as famílias ao ambiente escolar e, assim, contribuir de forma positiva para o desenvolvimento de um espaço saudável de aprendizagem e formação cidadã. Sua bandeira é a Cultura de Paz, que por meio de ações de Práticas Restaurativas, usa como método os Círculos de Diálogos, meio por qual são motivadas reflexões entre educadores e alunos no intuito de que esta metodologia seja reproduzida como atividade do cotidiano escolar.

Além disto, o Pro Paz Escola modernizou-se e atualmente conta com uma equipe técnica de arte-educadores que desenvolve atividades lúdicas, educativas e artísticas com “Esquetes” com temas de interesse das crianças, jovens e adultos que transitam sobre as mais diversas situações de risco social, sempre com a ideologia de fomentar e disseminar a Cultura de Paz por meio da propagação de valores, proporcionando momentos para troca de informações e experiências, desencadeando um processo de ação-reflexão e quebrando as barreiras da incomunicabilidade social.

O programa atua, indiretamente, na articulação e integração de atividades em escolas referenciadas pela Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc) e possui ações correlacionadas às secretarias de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas); de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster); de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) - por meio da Diretoria de Prevenção Social da Violência e criminalidade (Diprev); de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) - por meio da sua Coordenadoria de Prevenção e Redução de Danos do Uso de Drogas (Cenpren); Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran); Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBM) - garantindo investimentos ao Programa Escola da Vida (PEV); Polícia Militar (PM) - onde aplica recursos financeiros no Programa Educacional de Resistência as Drogas (Proerd) e Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe).

O Pro Paz Escola ainda atua em parceria com entidades de referência em práticas educativas voltadas à garantia dos direitos da criança e adolescente como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização das Nações Unidas (ONU), a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso) e a Terre des Hommes (TdH), com atividades que culminam na realização de palestras, formações, orientações de serviços e atividades dos mais variados segmentos que alcançam professores, alunos e as famílias.

Como impactos sociais diretos, o Pro Paz Escola trabalha para diminuir o índice de evasão escolar, aumentar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e reduzir a violência nas escolas com a realização de boas práticas para o desenvolvimento humano e a construção de uma sociedade mais justa a partir da tão desejada Cultura de Paz.

Pro Paz Enem

Iniciado em 2015, o Pro Paz Enem foi criado em parceria entre a Fundação Pro Paz e a Secretaria de Estado da Educação do Pará (Seduc) e tem como objetivo preparar estudantes da rede pública estadual de ensino para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Por meio de aulões realizados na capital e em municípios prioritários do Estado, professores da rede pública e privada de ensino levam o conteúdo programático do exame para os alunos. O objetivo é colaborar para que os estudantes da rede publica ingressem nas universidades do Estado e consigam a certificação do ensino médio. Em 2015, o projeto contou com a aprovação de 750 alunos na Universidade Federal do Pará (Ufpa) e 251 na Universidade do Estado do Pará (Uepa), sem mencionar o ingresso de estudantes em entidades privadas de ensino. Em 2016, 11 mil alunos participaram do projeto por meio de 22 aulas na capital e interior paraense.

Justiça Restaurativa

A Fundação Pro Paz inova ao utilizar as Práticas Restaurativas como um instrumento de prevenção à violência nas escolas, tendo em vista que a estratégia tem resultados positivos no que se refere a convivência e relacionamento entre educador, educando e seus familiares. As atividades referentes a esta estratégia são desenvolvidas por meio de círculos de diálogos ou construção de paz e círculos de resolução de conflitos. É neste momento que o mediador provoca os ouvintes a dialogarem sobre temas relacionados à convivência dentro e fora da sala de aula, muitos deles de abordagem delicada ou considerados tabus.

As Práticas Restaurativas oportunizam espaços de diálogo que podem ter uma aplicação preventiva, reparadora, responsabilizadora e reintegradora. Podem ser usadas em diversos espaços: entre companheiros de trabalho, na família, vizinhos ou comunidade, assim como estudantes e professores de uma escola, com o objetivo de construir relações de cuidado e convívio saudável através do diálogo. Com esta prática, em 2016 o Pro Paz Escola já alcançou aproximadamente 600 pessoas na RMB, Marabá, Paragominas e Altamira.

Em Belém, foram realizadas oficinas de vivências de Práticas Restaurativas com quase 70 professores das escolas públicas Edivaldo Brandão, Padre Francisco Berton e Helena Guilhon. Também foram realizados círculos restaurativos sobre a temática Cultura de Paz com mais de 150 alunos das escolas estaduais Visconde Souza Franco, Dom Pedro I, Paulino de Brito e alunos dos polos do Pro Paz nos Bairros.

O município de Marabá recebeu círculos restaurativos e atividades integradas de governo, com a participação do Departamento de Trânsito do Pará (Detran) e Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA), dialogando sobre os valores da Cultura de Paz e sua importância para a construção de um trânsito mais seguro. Na ocasião foi trabalhada a conscientização de 140 adolescentes e jovens das escolas estaduais Anízio Teixeira, Paulo Freire, Escola Rio Tocantins (CAIC), Escola Jonathas Pontes Athias e SENAI.

Ainda no mesmo formato de atividade integrada de governo, também foram realizados círculos restaurativos em Paragominas e Altamira. Em Paragominas, as ações contaram com a participação de 220 alunos dos projetos sociais Escola da Vida, do CBMPA e Projeto Menino Feliz, do 19º Batalhão da Polícia Militar. As Escolas Estaduais Presidente Castelo Branco, Guilherme Gabriel, Raimundo Laureano e Escola Tecnológica do Pará também foram contemplados com a ação. Já em Altamira, foram realizadas atividades nas Escolas Estaduais Dairce Pedrosa Torres, Polivalente de Altamira e na Escola Municipal Deodoro da Fonseca.

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