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Órgãos do Estado unem forças para garantir atendimento humanizado no Abelardo Santos

terça-feira, 12 Maio, 2020

Além das várias equipes do próprio hospital, Saúde Bucal da Sespa e Fundação ParáPaz também atuam na unidade para tornar o serviço de saúde completo

O Dia das Mães foi no domingo, mas a comemoração, em dose dupla, na casa da agora ex-paciente Márcia Cavalcante, de 80 anos, foi adiada em um único dia. Depois de oito dias internada na enfermaria do Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS) com os sintomas do novo coronavírus, ela finalmente voltou para casa segunda-feira (11). "O pior já passou", comemorou a filha, Marília Cruz, que passou todos esses dias tendo notícias da mãe por meio das videochamadas oferecidas e viabilizadas pela equipe hospitalar.

Segundo a direção do HRAS, Márcia foi um das mais de 16,2 mil pacientes que buscaram o hospital desde o dia 30 de abril, data em que passou a funcionar como pronto socorro para pessoas com dificuldades para respirar, independente de terem testado positivo para a Covid-19 ou não.

"Ela foi bem assistida todos esses dias, foi bem tratada, e falar com ela no Dia das Mães foi uma surpresa, achei que não ia conseguir. Foi muito legal a gente conseguir ter informações dela todos os dias. Estamos muito felizes porque agora ela está do nosso lado" - Marília Cruz, filha de Márcia Cavalcante, de 80 anos, que esteve internada por oito dias no Abelardo Santos.

Protocolo – A gerente de enfermagem do hospital, Fábia Madeira, explica que os pacientes são recebidos na triagem por duas enfermeiras. Com a senha de atendimento, seguem para as tendas, montadas para proteger da exposição ao sol e chuva. Casos considerados graves (com baixa saturação de oxigênio no sangue) são imediatamente encaminhados para atendimento médico de urgência e emergência. Aqueles com sintomas leves e moderados são encaminhados para um dos nove consultórios do hospital e para os móveis montados na área do estacionamento. 

Dependendo do caso, o paciente já sai com o medicamento para o tratamento em casa, já que a farmácia do hospital funciona 24 horas. Havendo necessidade, realizam exames de laboratório, raio-x e/ou tomografia de tórax e, se for preciso, seguem para internação.

"Todos são acolhidos e assistidos por uma equipe multiprofissional de assistentes sociais, psicólogas, enfermeiros, técnicos, diretoria, jurídico, médicos, entre outros. Nem os membros e nem o hospital estavam preparados para enfrentar uma pandemia, mas estamos unindo forças para realizar um trabalho eficaz junto aos pacientes, para que possamos vencer o coronavírus. É um momento difícil para todos e estamos lado a lado, sobretudo buscando dar apoio aos nossos colaboradores do dia a dia", afirma Fábia.

União – Além dos 270 leitos, sendo 101 de tratamento intensivo (UTIs), no Abelardo Santos, outras equipes ligadas a órgãos de assistência do governo se unem diariamente para tornar o atendimento mais completo. 

"Estamos nos somando a outros afazeres, checando sempre uma melhor maneira de servir a quem precisa no sentido de fazer um trabalho humanizado", explica Alessandra Amaral, que está à frente da coordenação de Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), atualmente participando das ações ligadas à triagem, distribuição de máscaras, sopas e lanches, atendimento farmacêutico e outras atividades realizadas no HRAS.

A presidente em exercício da Fundação ParaPaz, Jamille Saraty, confirma o papel assistencial da entidade no combate ao novo coronavírus.

"Ficamos na organização de pessoas, na distribuição de lanches, de máscaras, nas filas, distribuímos remédios. Servimos de apoio aos profissionais de saúde, para que consigam estruturar um atendimento de excelência" - Jamille Saraty, presidente em exercício da Fundação ParaPaz.

Agradecimento

Ronaldo Oliveira, de 42 anos, conheceu de perto essa união de forças. Foram oito dias de internação até a alta médica, que ocorreu no dia 7 de maio. Depois da experiência de temer pela vida como nunca antes, ficou o reconhecimento por todos os que se empenham não só em salvar vidas, mas em oferecer um conforto, uma mensagem de força, e de que é possível superar uma doença tão devastadora.

"Eu cheguei muito mal ao Abelardo Santos, depois da triagem fui direto para a internação e piorei. Eu agradeço e agradeci muito aos plantonistas porque fui muito bem tratado. São anjos ali na linha de frente, se arriscam para salvar vidas", relata. "Hoje estou na minha casa, estou bem, feliz de ter retornado. Houve momentos em que achei que não fosse resistir, e vi muitos que não resistiram, que não voltaram, porque é uma doença que se agrava do dia para a noite. Ficou o trauma, mas ficou a gratidão também. Todos ali estão de parabéns", reconhece Ronaldo.

Por Carol Menezes (SECOM)

Foto: Ana Carla LIma