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Aluno do Pro Paz é destaque nas Paralímpiadas Escolares

Gabriel Figueiredo, 16 anos, mais conhecido como Gabrielzinho, é figura conhecida nas piscinas do polo Pro Paz UFPA. Há cinco anos, quando iniciou as atividades no núcleo, ele sonhava em ser jogador de futebol, mas começou a se destacar na piscina e foi incentivado pelos treinadores da Fundação a investir nesse talento. E agora começa a colher os resultados desse investimento. Gabriel foi um dos representantes do Pará nas Paralimpíadas Escolares 2016, realizadas este mês, em São Paulo, e de onde trouxe para o estado quatro medalhas: três de prata uma de bronze.

Gabrielzinho integrou a delegação paraense composta de 101 pessoas, sendo 64 atletas, que competiram nas modalidades de goalball, bocha adaptada, natação, atletismo, futebol de 7, tênis de mesa e judô. As Paraolimpíadas Escolares são organizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Ministério do Esporte e Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE), e este ano contou com a participação de 24 estados mais o Distrito Federal, reunindo 903 atletas paralímpicos. 

Em São Paulo, Gabriel mostrou porque é uma promessa da natação paralímpica paraense. Foi segundo lugar nos 100 metros costa, nos 50 metros livres e nas quatro modalidades, além de conquistar um terceiro lugar nos 100 metros livres. Depois da comemoração no pódio, o discurso já estava na ponta da língua: "Dedico essas medalhas primeiramente ao Pro Paz, que me ajudou a realizar sonhos e me possibilitou conhecer lugares que eu nunca imaginei visitar. O programa dá oportunidades para vários jovens com histórias parecidas com a minha, pessoas que poderiam viver isoladas, mas que, ao contrário, são integradas à comunidade e estimuladas a superar seus limites”, disse.

A história de Gabriel é parecida com a de muitos outros jovens atletas: em razão da baixa estatura (menos de 1,50 m), resultado de uma deficiência nas duas pernas causada por um acidente que comprometeu o desenvolvimento dos membros inferiores, ele poderia estar fadado a permanecer em uma cadeira de rodas a vida inteira. Mas desde criança Gabrielzinho se recusou a aceitar sua condição e encontrou no esporte uma ferramenta de condicionamento que o ajudou a fortalecer os músculos e o transformou em um exímio nadador.

O atetla treina há cinco anos no polo do Pro Paz nos Bairros da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coleciona vitórias em competições estaduais. O objetivo agora, segundo ele, é participar das paraolimpíadas mundiais, em Tóquio. “Estou focado em treinar para as seletivas da paralímpíada nacional que acontecerão no Rio de Janeiro e, se tudo der certo, quero chegar as paralímpiadas em Tóquio. Quero mostrar pra outros jovens como eu que nenhum sonho é impossível, basta acreditar”, finalizou.

Por Mayara Albuquerque