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Alunos do Pro Paz revivem a história do Brasil e se preparam para a Feira do Livro

quarta-feira, 6 Junho, 2018
Quarenta alunos do Pro Paz dos polos UFRA, UFPA, UIPP Terra Firme e Mangueirão fizeram a apresentação de um sarau literário que reconta a história da colonização do Brasil. O espetáculo é inspirado no livro “Histórias da gente brasileira”, da escritora Mary Del Priore. A encenação desta quarta-feira (6), no ginásio da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), foi uma prévia da apresentação que será feita no próximo sábado (9), às 10h30, na XXII Feira Pan-Amazônica do Livro, no Hangar, a convite do projeto Livro Solidário da Imprensa Oficial do Estado, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), que realiza todos os anos o projeto Pan-Amazônica nas Escolas.
 
O espetáculo, dirigido pelos arte-educadores Glaucia Pinto e Elton Santos, sob orientação de Luci Azevedo, coordenadora do Pro Paz nos bairros (PPB), é reflexo de um processo que envolve toda a equipe dos polos e resultou na construção de cenário, figurino e trilha sonora, para reproduzir o que o livro ensina: o que os primeiros habitantes vestiam, onde moravam, o que comiam e o que faziam.
 
De acordo Gláucia Pinto, professora de teatro e roteirista do espetáculo, rodas de leitura do livro de Mary e uma aula aberta, com o historiador Aldrin Figueiredo, em maio deste ano, foram fundamentais para enriquecer o espetáculo. “Para esse espetáculo poder se tornar realidade, além das leituras prévias com os alunos, criamos textos acessíveis para contar essa história e os alunos gostaram bastante do livro, porque conta a vivência dos primeiros habitantes, como ocorreu a colonização do nosso país e outros elementos que eles desconheciam da história do nosso país, isso os aproxima da realidade”, explicou.
 
A pequena Ana Reis, que interpreta “Rosa”, uma das crianças que embarcam na história, compartilhou o sentimento de ler um livro e dar vida à obra. “Foi emocionante. O que me levou a fazer teatro foi meu coração. Me envolvi muito e acho que vai emocionar a escritora, vamos dar o nosso melhor para que ela possa gostar”, disse a aluna do Pro Paz.
 
E deu certo. A escritora da obra, que estava presente durante o espetáculo, ficou bastante emocionada. “Esta é uma das maiores emoções da minha carreira. Ver o meu trabalho ser compartilhado com toda seriedade e carinho com que essas crianças estão fazendo, mostra que estou no caminho certo. Vi que elas compreenderam a essência do meu trabalho, fazendo um espetáculo lindíssimo e muito rico, que conta a nossa história. Acho que todo mundo deveria assistir. Tudo o que eu escrever a partir de agora, vou lembrar desses rostinhos", comentou a autora Mary Del Priore.
 
Além de Mary, estiveram presentes na apresentação, a presidente da Fundação Pro Paz, Mônica Altman; a coordenadora do Pro Paz nos bairros, Luci Azevedo; a diretora de ações estratégicas, Priscila Campelo; a diretora do Projeto Livro Solidário da Ioepa, Carmem Palheta. 
 
Projeto Livro Solidário
 
É a leitura que proporciona a transformação e interpretação do conhecimento em outras artes e resulta na ampliação de perspectiva de vida das pessoas. Por isso, o Projeto Livro Solidário da Imprensa Oficial do Estado, que funciona desde 2003, aposta há quatro anos no Sarau Literário, que acontece sempre no mesmo período da Feira Pan-Amazônica do Livro.  “Temos a prova que o estímulo à leitura é o caminho certo, pois fomentamos esse hábito há anos. Hoje presenciamos a força desta parceria com a Fundação Pro Paz, da missão de dar às crianças o acesso ao livro. Os alunos são protagonistas deste espetáculo, mas antes, eles beberam na fonte do autor. Isso ratifica a fundamental importância da leitura”, disse Carmem Palheta, diretora do projeto Livro Solidário.
 
A presidente da Fundação Pro Paz, Mônica Altman, acredita que promover a “cultura de paz” muda a realidade de muita gente. “Há 14 anos trabalhamos com essas e outras crianças e estamos colhendo muitos frutos. A oportunidade que estamos dando a eles e suas famílias, de mudar suas histórias e desenvolver suas habilidades, é única e nos enche de orgulho pois sabemos que estamos no caminho certo.
 
“Terra à vista”
 
O espetáculo "Terra à vista" é uma peça inspirada na obra “Histórias da gente brasileira” da mesma autora. A peça paraense, que nasceu nos polos do Pro Paz nos bairros, foi adaptada ao texto teatral pela professora Glaucia Pinto.
 
A história é contada pelo ponto de vista de duas crianças, Maria (Juliana Teixeira, 12 anos) e Rosa (Ana Reis, 10 anos), que embarcam em uma aventura dentro de um livro gigante e que as levam para o momento onde os primeiros habitantes do Brasil viviam, fazendo um passeio pela história e mostrando a chegada das caravelas, como se deu a colonização, o apagamento dos povos locais, a escravidão, bem como os hábitos alimentares, vestimentas e tradição de indígenas e portugueses.
 
Juliana, que interpretou Maria, está satisfeita com seu trabalho. “Foi muito legal e isso mexeu muito comigo, porque conta a história do Brasil. Fiquei muito emocionada, tanto por ser minha primeira apresentação no teatro, quanto por me ajudar nas minhas habilidades em falar com as pessoas. Ajuda também o que aprendemos na escola sobre a colonização”, finalizou.
 
Por Emanuele Corrêa