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Debate sobre dependência afetiva integra programação do 'Mulher Paraense'

terça-feira, 12 Março, 2019
“Todos os dias, nós mulheres sofremos violência. Vemos o número de vítimas de feminicídio crescer. Então, saber mais sobre o assunto, e o que gera a violência doméstica, só faz me fortalecer”, relatou Diana Lúcia Costa, 45 anos, moradora do bairro Águas Brancas, em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), e uma das participantes da roda de conversa “Dependência afetiva e a manutenção do ciclo da violência: como superar?”, promovida na manhã desta terça-feira (12) pela Fundação Parápaz, em conjunto com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
 
A atividade integra o Programa Mulher Paraense, lançado no dia 8 de março pelo Governo do Estado, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Reunindo uma vasta programação, que ocorrerá em diversos municípios, o “Mulher Paraense” ofertará mais de 7 mil atendimentos em áreas como saúde, educação, oferta de crédito, empreendedorismo e garantia de direitos.
 
O psicólogo Paulo Pacheco, mestre em Psicologia e com atuação destacada na área de comportamento humano, conduziu a roda de conversa sobre dependência afetiva. Ele abordou temas como dependência emocional, um transtorno que provoca comportamentos aditivos em relacionamentos amorosos, e uma das razões que levam mulheres a permanecer em relações abusivas.
 
Além da conversa com o profissional, as mulheres presentes contaram com atendimento na área de saúde. Elas realizaram testes para diagnósticos do HIV, vírus causador da Aids, sífilis e das hepatites B e C, e verificaram a pressão arterial. À tarde, a programação prosseguiu com sessões gratuitas de massagem, limpeza de pele, maquiagem e corte de cabelo, ação feita por meio de parceiros da Fundação Parápaz.
 
Direitos civis - Na quinta-feira (14), haverá outra roda de conversa, desta vez para debater o tema “Empoderamento feminino”, com a delegada de Polícia Civil, Claudilene Maia. Surgido nos Estados Unidos, o termo empoderamento aparece no contexto dos movimentos dos direitos civis e passou a ter, dentre outros significados, todo aumento de poder que leve ao exercício pleno da cidadania. No caso das mulheres vítimas de violência doméstica atendidas nas unidades da Parápaz, por exemplo, o primeiro sinal desse empoderamento chega com a atitude de denunciar o parceiro agressor.
 
Ainda pela manhã haverá a palestra “O que é o coaching para mulheres”, com a coach Sônia Tavares. À tarde, das 15 às 17 h, a advogada Paloma Maciel Lins estará à frente da roda de conversa “Garantias e direitos da mulher pós-separação”. Temas como pensão alimentícia e guarda dos filhos serão abordados durante o diálogo com a profissional.
 
Prevenção - No posto avançado da Parápaz instalado no Terminal Hidroviário de Belém também haverá programação. Na sexta-feira (15), os passageiros que circularem pelo local receberão orientações sobre prevenção de situações de violência doméstica. No dia 22 de março, o público será informado sobre como ter uma vida saudável e se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis.
 
No dia 28 de março haverá o Momento Autoestima, quando as mulheres receberão informações sobre maquiagem e corte de cabelo. A programação realizada no Terminal conta com a parceria da Companhia Docas do Pará (CDP), Secretaria de Estado Saúde Pública (Sespa), Faculdade Faci Wyden e Instituto Embeleze.
 
Toda a programação prevista no “Mulher Paraense” está disponível no site do Governo do Estado (www.pa.gov.br).
 
Por Claudia Aguilla