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Fundação Pro Paz anuncia mais um Pro Paz Integrado em Marabá

sexta-feira, 23 Março, 2018

A Fundação Pro Paz participou da audiência pública sobre o tema “Família, sociedade e poder público, juntos pela dignidade e respeito à mulher”, realizada na tarde desta quinta-feira (22), no Carajás Centro de Convenções Leonildo Borges Rocha, em Marabá, na região sudeste. A audiência foi promovida pela 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Marabá, vinculada ao Ministério Público do Estado do Pará. 

A presidente da Fundação Pro Paz, Mônica Altman, reafirmou a importância da existência no Pará do Pro Paz Integrado, programa da Fundação Pro Paz, pioneiro no Brasil em adotar uma concepção de trabalho que agrega, em apenas um espaço, todos os serviços necessários a uma assistência imediata, humanizada e eficaz às vítimas de violência doméstica, familiar ou sexual. Ela adiantou que será inaugurada, em breve, mais uma unidade Pro Paz Integrado em Marabá. 

“É com muita alegria que a gente anuncia a chegada de uma unidade do Pro Paz Integrado aqui em Marabá, que vai atender mulheres, crianças e adolescentes de forma humanizada e integral, como já é feito nas nove unidades espalhadas pelo Estado. Esse serviço é referendado no Brasil e no mundo por sermos o único estado da Federação a ofertar esse tratamento integrado e descentralizado a essas vítimas. Aqui, assim como nas demais unidades, teremos dentro do mesmo espaço a delegacia, serviços da Polícia Militar, assistência social, psicóloga, serviço médico e de perícia”, informou Mônica Altman. 

Mais denúncias - O promotor Samuel Furtado Sobral, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal em Marabá, disse que há um alto índice de medidas protetivas de urgência decretadas pela 3ª Vara Criminal, que tem entre suas competências o processamento dos crimes relativos à violência doméstica e familiar contra a mulher. “Casos que começam mais simples evoluem para circunstâncias mais complexas, por isso temos que atacar esse mal. A única forma é abraçar a população, e a população comparecer à audiência, para que possamos ouvi-la, para que possamos organizar essa política pública no município”, ressaltou. 

Segundo ele, o aumento no número dos casos de violência doméstica se deve, entre outros fatores, ao fato de as mulheres estarem mais conscientes e denunciarem. “Nós observamos o aumento de medidas protetivas que são deferidas semanalmente pela Vara Doméstica, bem como o aumento do número de feminicídios nos últimos dois anos, não só em Marabá, como em toda a região. A rede está sendo articulada no município de Marabá, e sabíamos o quanto era importante convidar esses atores que compõem a rede a se unir com toda a sociedade para contribuir nesse momento. O objetivo foi atingido. Queríamos mesmo que as pessoas pudessem contribuir”, acrescentou o promotor. 

Diálogo com a sociedade - Para Rosalina Isoton, representante do Conselho da Mulher de Marabá, o momento é de integrar a sociedade na busca de soluções para o fim da violência contra as mulheres. “Essa é uma luta permanente do movimento social que a gente representa, e que vem batalhando há bastante tempo por mais políticas de atendimento às mulheres. Hoje, ainda vemos nossas mulheres sendo vitimadas e, por isso, essa audiência é tão importante, até porque é a primeira vez que o Ministério Público discute com a sociedade a proteção e a prevenção à violência contra mulheres”, argumentou Rosalina Isoton. 

A delegada Ana Paula Fernandes, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e Delegacia Especializada de Atendimento a Crianças e Adolescentes (Deaca), reafirmou a importância da chegada do Pro Paz Integrado em Marabá, para melhorar o atendimento já realizado pela Polícia Civil. 

“Com o Pro Paz a gente consegue atender as demandas que a lei está trazendo, proporcionando um local mais adequado, com psicólogas, assistentes sociais, médicas peritas. Isso, sem dúvida, é um grande ganho para Marabá e região. Em termos práticos, esse atendimento vai ser ainda melhor para as mulheres, que já chegam aqui muito fragilizadas, e poderão ser melhor assistidas, e ainda podemos realizar todos os procedimentos em um só espaço”, destacou a delegada. 

Por Nathalia Petta