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Mundo Maker estimula a aprendizagem criativa no Pro Paz

O Polo Pro Paz Mangueirão recebeu na última quinta-feira (30) o Mundo Maker – Expedição Pará. Pela manhã os educadores da Fundação Pro Paz participaram de atividades de aprendizagem criativa. O objetivo final era construir um boneco, para que os participantes pudessem perceber a importância de trabalho em grupo, colaboração, criatividade e planejamento.

“O Mundo Maker é uma expedição que vai passar por 16 cidades em oito Estados do Brasil com a intenção de difundir a aprendizagem criativa, que usa algumas ferramentas para identificar o que o aprendiz quer da vida, o que o inspira e o que ele quer construir. A aprendizagem criativa está fundamentada em quatro pilares: o trabalho baseado em projetos, a aprendizagem aos pares, o respeito às paixões e a atitude de brincar”, explicou o cofundador do projeto, Fábio Zsigmond.

O projeto foi criado em agosto de 2015, por Fábio Zsigmond (pedagogo), Renata Zsigmond (marqueteira), Orlando Lobosco (arquiteto) e Ivana Lobosco (psicopedagoga). Todos já tinham trabalhado com educação e a difusão da aprendizagem criativa. Os monitores participaram de uma seleção. Foram escolhidos para essa expedição jovens universitários ou recém-formados. “O formato da aprendizagem criativa estimula o aluno a botar a mão na massa. Essas são oficinas de aprofundamento, que fazemos com professores e alunos”, explicou Fábio. “Aqui a aprendizagem sempre começa pela prática, e depois vamos para a teoria, diferente do que geralmente se faz”.

Para a coordenadora do Pro Paz Escola, Mônica Altman, o Mundo Maker tem princípios e valores comuns aos do Pro Paz. “Eles trabalham o protagonismo jovem, atuando como facilitadores para que as pessoas possam levar adiante os seus projetos com as próprias pernas”, afirmou. “Os educadores que participam desta oficina vão conseguir repassar a proposta de aprendizagem e metodologia para os nossos alunos do Pro Paz. Trabalhamos a integração, a interação e o trabalho em grupo. Casa com a disseminação da cultura de paz”, observou.

A estudante de engenharia ambiental Juliana Porto Sampaio, 24 anos, monitora do projeto Mundo Maker, sempre gostou de educação. “A expedição está sendo um aprendizado muito grande. Encontramos por onde passamos pessoas que se importam com a educação dos jovens e estão engajadas em ajudar os estudantes”, contou. “A aprendizagem criativa é um caminho novo que precisa ser muito explorado ainda pela educação brasileira. É uma ferramenta nova, funcional e muito prática”.

Nas oficinas ministradas na quinta-feira (30), os jovens usaram materiais como garrafas de refrigerante, pedaços de plástico, cola quente e papelão para construir foguetes. Tudo dentro da proposta de levar a aprendizagem a escolas e espaços públicos. A caravana por várias cidades do país. Em Belém, o grupo fica até sábado (3) e depois segue para o Estado do Maranhão.

Os estudantes Kevelyn Fernanda, 11 anos, e Felipe Ramos, 13, foram entusiasmados para a oficina. “O projeto ressalta a nossa criatividade”, disse Kevelyn. “Aprendemos a cerrar a garrafa e construir um foguete”, explicou Felipe. Odicléia Oliveira, 14, saiu de Marituba, na Grande Belém, para participar das oficinas. “Não consigo ficar sem vir para o Pro Paz porque me sinto bem aqui”. Segundo a estudante, o projeto junta as melhores coisas: aprender e conhecer outros jovens dos polos do Pro Paz.

William Leite, 11 anos, espera pelo resultado da oficina: depois de usar garrafas pet, cola quente e papelão, quer ver o foguete pronto para voar. O aluno, que constrói alguns de seus próprios brinquedos com origami, ressalta que a oficina ajuda com novas técnicas para criar. “No Pro Paz trabalhamos com raciocínio lógico, com a musculatura, e hoje estamos cuidando da memória e criatividade”, reconheceu. (Com colaboração de Julia Klautau, estagiária)

Por Yasmin Nogueira