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Sarau Literário encerra com apoteose na Feira Pan-Amazônica

sábado, 9 Junho, 2018
Os jovens e adolescentes, que durante a semana participaram do Sarau Literário nas escolas e teatro, transformaram o palco do Hangar, neste sábado, 9, em uma grande apoteose de emoções tendo como fonte de inspiração os livros. Dentro do espírito da XXII Feira Pan-Amazônica do Livro, que tem como missão primeira o incentivo à leitura, eles levaram para o palco o que de melhor produziram em cima das obras indicadas para leitura dos escritores Paulo Maués, Daniel Leite, Mary Del Priore, Celso Antunes e Milton Hatoum.
 
Cada apresentação era recebida e encerrada com muitos aplausos da plateia, que ficou encantada com o que via no palco. A correria nos bastidores era grande, assim como a expectativa dos participantes. Renan Leal, de 13 anos, aluno da Escola Senador Álvaro Adolfo, de Ananindeua, contou que acredita que a participação dele no Sarau Literário vai ajudá-lo em sala de aula.
 
Os alunos da escola apresentaram performances sobre os livros “Festa no Cemitério”, “A Loira do Banheiro” e “História da Cobra Grande”, do escritor paraense Paulo Maués. "Achei muito interessante o livro e como eu gosto muito de ler, vai ser mais um incentivo pra eu melhorar a leitura", contou Renan Leal.
 
A jovem atendida pelo polo Pro Paz Mangueirão, Edilena Braga, 18, acredita que a experiência adquirida com o Sarau Literário vai ajudá-la na socialização com as outras pessoas. Edilena formou com outros jovens a banda de percussão que encerrou a apresentação do Pro Paz, que fez uma releitura da obra "Histórias da gente brasileira", de Mary Del Priore. "Lá no polo eles dão muitas oportunidades pra gente aprender. Eu comecei tocando maraca e fui estimulada a experimentar outros instrumentos para obter mais conhecimento. Agora eu toco o bumbo. Acabei por descobrir mais um talento", narrou.
 
Integrante da trupe da Fasepa, que levou ao Sarau experiências cênicas baseadas no livro "Relato de um certo oriente", do amazonense Milton Hatoum, formada por jovens socioeducandos, J. A. de 16 anos estava achando muito bom participar do evento. "É bom pra gente ver o quanto uma pessoa é especial", aprendeu. Cumprindo medida socioeducativa, ela lembrou que não podemos desistir. "Erro todo mundo comete, mas é preciso ter foco pra alcançar seu objetivo. Nada na vida é fácil", ensinou.
 
"Foi uma experiência muito gratificante chegar até aqui. Foi uma grande surpresa, pois a princípio achávamos que a apresentação seria só para os alunos, professores e convidados da nossa escola. Estamos um pouco nervosos, pois para poder transmitir o que pede o texto do Celso Antunes, temos que vivenciar cada situação narrada no livro", descreveu a estudante Sara Silva, 16 anos, aluna da Escola Cônego Batista Campos, do bairro da Cabanagem, em Belém.
 
Eles enceraram de forma impactante o Sarau Literário com uma performance intitulada “No jogo: o grito dos vulneráveis”, baseada no livro "Sala de aula é Futebol", do educador e escritor Celso Antunes. "O que estamos representando é uma realidade que vivemos como o bulling, o preconceito, situações da vida real. Quando eu entrei no palco eu estava sentindo toda a emoção do texto, pois só assim pude transmitir ao público o que realmente são as questões narradas no livro. É uma realidade que muitos estão vivendo na vida real", descreveu Sara.
 
Segundo a coordenadora do projeto Livro Solidário, Carmen Palheta, da Imprensa Oficial do Estado, que junto com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com o Pan-Amazônica na Escola, e tendo o apoio do Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC), realiza o Sarau Literário, uma ação como essa só é possível porque é feita em parceria. "A gente saí de mais um Sarau com a sensação de que uma semente foi plantada e que se transformou nesse grande evento envolvendo escolas, organizações socais e o governo do Estado", pontuou. Palheta acredita que “a leitura é um instrumento de cidadania e inclusão social e, sobretudo, que faz releituras de vidas".
 
A coordenadora da Feira do Livro, Andressa Malcher, classificou a experiência do Sarau Literário como profícua. "Estamos extremamente felizes. Há quatro anos iniciamos essa parceria com a IOE e é uma alegria muito grande para a Secult poder dividir essa oportunidade de levar os escritores para dentro das escolas. Juntando o Livro Solidário com a Pan nas escolas, a gente realiza esses momentos fabulosos. O grande mote do Sarau Literário, assim como a própria Feira do Livro, é o incentivo à leitura, criar o hábito da leitura, principalmente entre os jovens", relatou Malcher.
 
Por Ronaldo Quadros