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Servidores concluem formação para inclusão de crianças com deficiência

A Escola de Governança Pública do Estado (EGPA) fez nesta terça-feira (26) a cerimônia de certificação de 66 concluintes do curso "Formadores para o Projeto Rios de Inclusão: Atendimento da Criança e do Adolescente com Deficiência – Integrando e Humanizando a Rede". No período de 6 de novembro de 2015 a 15 de abril de 2016, servidores das redes estadual e municipal de educação, saúde e assistência participaram da qualificação.

O projeto Rios de Inclusão é uma parceria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o Governo do Pará, Prefeitura de Belém e Instituto Paraense de Toxina Botulínica (Ipat), que tem por objetivo a inserção na escola de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos com deficiência auditiva, visual e doenças psicomotoras, que ainda estão fora da rede pública de ensino na capital.

O coordenador do escritório do Unicef em Belém, Fábio de Moraes, afirmou que os direitos das crianças e adolescentes com deficiência têm sido esquecidos no país, mas eles devem ser assegurados pelas entidades governamentais. “Neste projeto tivemos o papel de articular a aproximação das instituições públicas para que cada vez mais profissionais sejam formados nesta área, garantindo que cada criança e adolescente com deficiência tenha assegurado o direito à educação, saúde e assistência”, enfatizou.

A gerente técnica do projeto Rios de Inclusão, Tana Bassi, explicou que serão implantados os Protocolos de Educação e o Intersetorial, os quais serão exigidos no processo de matrícula. “O projeto identificou que muitas crianças com deficiência, ao mudarem do ensino básico para o fundamental ou médio, tinham o histórico cognitivo (de comportamento) perdido. Com o Protocolo de Educação, todas as crianças da rede pública passarão a ter um formulário on-line com as informações comportamentais identificadas pelos professores. Já o Protocolo Intersetorial envolverá todas as áreas de ensino, saúde e assistência. Será um dossiê completo do aluno com informações sobre o quadro clínico da criança, e também do histórico de relacionamento com a família”, adiantou.

Interdisciplinaridade – A professora de sociologia da rede municipal de ensino Manoela Porto foi a oradora da turma e falou da importância da união de forças para o alcance da inclusão escolar. “O curso nos fez enxergar que a Rede de Proteção da Criança e do Adolescente, com deficiência ou não, ainda é um organismo vivo e que pode estar atuando com políticas públicas dialógicas, garantindo um serviço de qualidade àqueles que precisam acessar tanto o serviço da saúde, da educação e da assistência. Aqui tivemos técnicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas e professores. Todos trabalhando juntos, cada um em sua área de origem, por um mesmo objetivo”, disse.

Cristiane Rodrigues, terapeuta ocupacional da Secretaria de Saúde do Município, foi uma das concluintes do curso e considerou a iniciativa muito positiva. “Atendo crianças com deficiência física e cognitiva. Para mim o curso foi essencial para que pudéssemos nos ver dentro desse processo de inclusão. Aqui tivemos contato com pessoas que trabalham em áreas diversas unidas em um mesmo objetivo, e fazer esse elo foi muito enriquecedor”, frisou.

Para o diretor geral da EGPA, Ruy Martini Santos Filho – representado na solenidade pelo diretor de Desenvolvimento de Programas Estratégicos em Governança Pública, Manoel Reis Neto –, qualificar a mão de obra que acolhe as crianças com deficiência é fundamental para alcançar a qualidade do ensino na rede pública. “A Escola de Governança se sente feliz por ter participado desse projeto, e temos certeza que os profissionais que concluíram o curso estão mais habilitados para acolher crianças com algum tipo de limitação. O objetivo é criar o melhor ambiente possível para que estas crianças possam, dentro da escola, ter acesso a uma educação de qualidade, que atenda seus anseios”, declarou.

A faixa da mesa exposta na cerimônia foi produzida por cerca de 30 crianças com deficiência das salas de recursos da rede municipal. Os grafismos espontâneos foram rearranjados em um painel pelos professores Luiz Mussi e Rosangela Carvalho. O cantor Nilberto Viana, do programa Ciranda da Família, da rede municipal, fez ao violão uma apresentação especial.

Thays Del Rosario
Secretaria de Estado de Comunicação